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Tarifaço dos EUA expõe vulnerabilidade das exportações brasileiras

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O aumento das tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros trouxe à tona uma fragilidade antiga das empresas nacionais: a dependência de poucos mercados e a falta de estrutura estratégica para reagir a mudanças abruptas no comércio internacional. Para muitas empresas, o impacto foi imediato — contratos suspensos, custos logísticos elevados e incertezas sobre a manutenção de margens e prazos.

Embora parte das exportadoras tenha conseguido redirecionar suas vendas para outros países, especialmente na Ásia e na América Latina, a maioria ainda enfrenta dificuldades operacionais e jurídicas para adaptar contratos, revisar preços e garantir o cumprimento das novas exigências alfandegárias. A ausência de planejamento e de um plano de contingência aumenta o risco de perdas e disputas internacionais.

Em um ambiente global mais protecionista, cada tarifa inesperada representa não apenas um custo adicional, mas também um teste à governança e à eficiência das operações de comércio exterior. Empresas que não revisarem seus fluxos de exportação e não adequarem seus contratos às novas realidades regulatórias podem sofrer impactos prolongados na competitividade e na rentabilidade.

Agora, mais do que nunca, é hora de agir estrategicamente, visando previsibilidade e planejamento.

Revisar contratos internacionais, reavaliar regimes aduaneiros especiais, ajustar precificações e fortalecer a gestão tributária são passos essenciais para reduzir riscos e preservar margens. Além disso, diversificar mercados e investir em compliance aduaneiro tornam-se medidas indispensáveis para garantir resiliência no longo prazo, principalmente em casos relacionados à aplicação de novas tarifas.

“Diversos países possuem Acordos de Complementação Econômica celebrados com o Brasil e que nem sempre são aproveitados pelos exportadores. São acordos que visam a redução, total ou parcial, dos tributos incidentes sobre a importação, tornando, consequentemente, os produtos brasileiros mais competitivos naqueles mercados”. Afirma Maurício Gobbi, advogado especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Internacional

No Timmermans Advogados, apoiamos empresas que atuam no comércio exterior a enfrentar esses desafios com segurança jurídica, eficiência operacional e visão estratégica — transformando um cenário adverso em oportunidade de fortalecimento e crescimento sustentável.

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